Terceira idade no Ensino à Distância

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Nos últimos anos percebeu-se a presença de alunos da terceira idade nos cursos de graduação na modalidade a distância. São pessoas que buscam novos desafios, pois percebem que a idade não é um empecilho para realizar antigos projetos e, sim, está aí a oportunidade tão desejada. Com isso estão buscando nos estudos a realização que não veio na juventude.

Percebe-se que são alunos que chegam com vitalidade, disposição e muita vontade em aprender. Alguns com dificuldades em utilizar as ferramentas e os recursos disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Assim, fica a questão – como conduzir este aluno? Tem-se neste ambiente, jovens e terceira idade, gerações distintas que, juntas, caminham para um mesmo objetivo – concluir a graduação, ou, dar continuidade aos estudos.

São diferentes gerações que se encontram no AVA – irão fundir-se e criar um novo relacionamento, que se completam, se integram aproveitando as diferentes percepções de mundo e experiências de vida, numa relação de intercâmbio de saberes. Diante das reflexões de Balbinotti, compreende-se que este movimento, por parte dos adultos maduros, em buscar o estudo e, na modalidade à distância, retrata uma importante “disposição para readaptações”, uma vez que além dos desafios naturais que o estudar envolve, há questões relacionadas à modalidade de ensino e seus meios de realização, através de tecnologias que envolvem a internet, computadores etc.

Questiona-se, portanto, quais são os maiores desafios que estes sujeitos enfrentam para estudar por meio da tecnologia, uma vez que são imigrantes digitais? As organizações que atuam na educação a distância, incluindo, todos os seus atores devem estar atentos à esta demanda, a este público que é uma presença incontestável nos AVA’s – Ambientes Virtuais de Aprendizagem (MENDES, 2017). Considerando a significativa presença de alunos da terceira idade nas salas de aula virtuais da educação à distância, julga-se importante a inserção de conteúdos e atividades que estejam relacionados com a sua vivência, valorizando sua participação.

As iniciativas destes sujeitos instigam e fazem perceber que não há idade para aprender e se atualizar, reconstruir! A educação é permanente e deve ser para todos.

MÔNICA CAMPOS SANTOS MENDES

Mestranda do Programa de Humanidades, Culturas e Artes

Recorte de Trabalho apresentado no X Simpósio Nacional ABCIBER em 2017

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